Posicionalidade na relação universidade-território: tres movimentos e uma hipótese para pensar a extensão e nela atuar
DOI:
https://doi.org/10.13133/2532-6562/19231Parole chiave:
posicionalidade, saberes contra-hegemônicos, comuns urbanosAbstract
O texto discute a relação universidade-território propondo a extensão como a construção de uma racionalidade alternativa fundada nos comuns. Após revisitar as principais tradições da extensão, a autora adota uma posicionalidade latino-americana para enfrentar os desafios contemporâneos. Três movimentos ̶ confronto, interpelação e tecelagem ̶ orientam práticas capazes de desvelar dispositivos hegemônicos que moldam a cidade e a produção de conhecimento, abrir espaços de justiça cognitiva e construir relações plurais e, embora conflituosas, solidárias com os territórios. Com base em experiências concretas, o texto demonstra como a extensão ativa coletivos, fortalece sujeitos invisibilizados, articula saberes diversos e gera comuns em processo, contribuindo para a transformação democrática dos contextos urbanos.
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